sábado, 10 de maio de 2014

OS RISCOS DO EXAME DE ULTRASSONOGRAFIA (OU ECOGRAFIA), SAIBA COMO SE PREVENIR ! (A MÁFIA DOS EXAMES)

Os exames de ultrassonografia ou ecografia, como também são chamados, representam hoje o exame complementar mais solicitado e realizado pela população geral, chegando, na maioria das vezes a ocupar o papel que seria do próprio médico!

Na maioria das vezes que são solicitados, o próprio paciente é que faz essa solicitação ao médico clínico ou especialista e ele, mostrando sua incompetência e falta de profissionalismo, simplesmente escreve a solicitação, carimba e assina! O paciente sai satisfeito do consultório, sem ter ideia do grande risco que está impondo à sua saúde!

Todos os anos, milhares de pessoas são vítimas de cirurgias desnecessárias (como retirada de nódulos de mama que não existem, cistos de ovário que não existem, gravidez na trompa que na verdade não é...) e tratamentos desnecessários (tratamento de áreas de descolamento de placenta quer simplesmente não existem, tratamento de cálculos renais imaginários, tratamento de bursites e tendinites que na verdade são problemas de coluna, entre outros...).

Tudo isso ocorre por um motivo simples: aparelhos de ecografia modernos e de última geração, operados por profissionais sem preparo e experiência adequados! O resultado final é uma incidência assustadora de exames FALSO POSITIVOS!

Como eu já havia dito antes, falso positivo é um erro aceitável e inerente a qualquer exame de ecografia, e é isso que protege esses maus profissionais das garras da lei! Nenhum paciente questiona seu médico quando ele encontra uma doença em seu exame, por mais pouco provável que seja a possibilidade do paciente ter realmente essa doença! Por outro lado, se o paciente acha que está com alguma doença e o médico diz que o exame é normal, ele logo duvida desse diagnóstico! Esse tipo de comportamento do paciente, aliado ao pouco tempo para fazer o exame e a falta de preparo do médico são os principais responsáveis pelos assustadores erros médicos que vêm acontecendo na atualidade!

Esse falta de preparo, na realidade é reflexo da crescente demanda por exames de ecografia, recrutando, às vezes, profissionais de outras áreas que não tiveram êxito nestas e decidem fazer um curso de um mês e começar a atuar com ecografia (ou ultrassonografia, mesma coisa). Por outro lado, os profissionais que deveriam saber fazer esse tipo de exame, os radiologistas, não gostam e não fazem questão de aprender, e o motivo é muito simples: quando um estudante de medicina decide fazer radiologia, geralmente é porque ele não gosta de lidar diretamente com pacientes, e seu enfoque é todo nos exames de ressonância magnética e tomografia, que são mais caros e não exigem lidar diretamente com pacientes. Além disso tudo, mesmo os bons profissionais, devido à baixa remuneração da ecografia, costumam lotar suas agendar para aumentar os ganhos e fazem exames de "qualquer jeito", numa velocidade que impede uma avaliação criteriosa e adequada do órgão ou estrutura examinada!

Não bastasse isso tudo, a certeza que, diante de um diagnóstico positivo para determinada doença, o médico nunca será questionado, nem pelo seu paciente, nem pelo médico que pediu o exame, a palavra de ordem é: 

"- VAMOS INVENTAR DOENÇA, QUE TODO MUNDO FICA FELIZ!".

Assim, lucram os médicos, os laboratórios, as clínicas, os hospitais, enquanto os pacientes perdem sua saúde!! 

Se você gostou desse artigo, saiba que os exames de ultrassonografia mal indicados não são os únicos problemas da medicina privada  no Brasil na atualidade e, nem de longe, são os maiores! Cansado de se calar em vista de tantas irregularidades e com o intuito de alertar às pessoas e ajuda-las a se defender, publiquei recentemente (06/11/2016) o meu mais novo livro: 


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Muito obrigado a todos!


Renato.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

HEMATOMA SUBCORIÔNICO (OU RETROCORIÔNICO) NO INÍCIO DA GRAVIDEZ - PORQUE OS MÉDICOS ERRAM TANTO?



Link para o vídeo no youtube sobre o tema: 
https://youtu.be/9tF1JO2vLc8


Quando vim morar em Brasília há sete anos atrás e comecei fazer ultrassonografia em serviços de emergência da cidade, percebi como o erro diagnóstico de hematoma retrocoriônico era comum e ocorria devido a insegurança ou pressa por parte do médico que fazia a ultrassonografia! O hematoma retrocoriônico também é chamado de descolamento retrocoriônico ou descolamento ovular, sendo que alguns até chamam de descolamento de placenta, o que é errado, já que essa condição ocorre antes das 11 semanas de gestação e a placenta só está totalmente formada após esse período!

Ao constatar que a maioria dos diagnósticos de hematoma retrocoriônico  estavam errados, tive a ideia de criar um blog e falar sobre o assunto! Após receber retornos positivos de gestantes do Brasil inteiro em relação ao artigo, percebi que esse erro não era comum só aqui, mas acontecia com muita frequência em todos os lugares do país, principalmente em serviços de emergência! Porém, o que leva ao erro não é simplesmente o fato de o exame ser feito por um medico pouco experiente, mas sobretudo o fato da medicina hoje ser muito defensiva (evitar processos judiciais) induzindo ao médico, diante de qualquer mínima dúvida, sempre considerar o exame como alterado... Sem falar que é muito mais fácil ser questionado diante de um diagnostico não dado (falso-negativo), do que de um diagnóstico dado ainda que errado (falso-positivo)!
O erro de diagnóstico associado ao hematoma retrocoriônico acontece basicamente porque existem duas situações bastante comuns e perfeitamente normais no início de uma gravidez, mas que podem ser facilmente confundidas com hematomas retrocoriônicos: os lagos venosos e as áreas não preenchidas da cavidade endometrial!

Se a gestação é muito inicial (menos de 6 semanas) e não ocorreu  sangramento, desconfie de um diagnóstico de hematoma! Nesses casos, quase sempre está errado... O erro ocorre pela frequente presença de áreas não preenchidas na cavidade endometrial em gestações muito iniciais... Tanto no casos dos lagos venosos, como nessas áreas que acabei de citar, não há nenhum tipo de risco adicional ao bebê, mas quando são confundidas com hematomas, os prejuízos à saúde da mãe podem ser muitos, pois a maioria dos médicos ainda prescreve progesterona e repouso aos seus pacientes! Quando eu digo: “ainda prescrevem”, é porque já existem evidências científicas atuais que indicam não haver benefícios tanto para a gestante quanto para o bebê com o uso de progesterona e repouso, mesmo quando o hematoma é realmente verdadeiro, imaginem quando ele é falso!

A conduta mais correta a se tomar, mesmo que o hematoma seja verdadeiro, é apenas acompanhar a evolução da gestação, repetindo o exame após uma ou duas semanas! É sempre importante lembrar que quando o hematoma é verdadeiro, sempre ocorre sangramento em algum momento, portanto, uma gestante que não tenha nenhum tipo de sangramento, certamente nunca teve hematoma retrocoriônico (ou seja, é um provável diagnóstico falso-positivo)!

Dúvidas serão respondidas com o maior prazer, mas apenas através do meu site pessoal:

www.medicinaracional.com.br
na seção: DOUTOR VERDADE - TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE MEDICINA.


Quero ressaltar que não responderei dúvidas postadas aqui no blog!

Se você gostou desse artigo, saiba que falsos hematomas retrocoriônicos não são os únicos problemas da medicina privada no Brasil na atualidade e, nem de longe, são os maiores! Com o intuito de ajudar e alertar as pessoas, publiquei recentemente a segunda edição do meu livro:


Se você for assinante do kindle unlimited, ele sai totalmente de graça, caso contrário, está sendo vendido pelo mesmo valor da edição antiga (R$ 24,99)! Meu objetivo não é lucrar (sobrevivo do meu salário de médico), mas sim, alertar e ajudar!

São 50 milhões de usuários de planos de saúde no Brasil, que certamente se interessarão e colherão bons frutos dos ensinamentos deste pequeno livro! Fique à vontade para ler e divulgar, se achar o conteúdo interessante!

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Um forte abraço a todos e muito obrigado!

Renato Paula da Silva

Bibliografia:
- Wahabi HA, Abed Althagafi NF, Elawad M. Progestogen for treating threatened miscarriage. Cochrane Database Syst Rev. 2007;(3):CD005943.
- Aleman A, Althabe F, Belizán J, Bergel E. Bed rest during pregnancy for preventing miscarriage. Cochrane Database Syst Rev. 2005;18(2):CD003576.
- Bennett G et al. Radiology 1996;200:803-6
- Kurjak AJ et al. Matern Fetal Med 1996;5:41-4
- Makikallio K et al. Ultrasound Obstet Gynecol 2001;18:352-6
- Pedersen J F. Acta Obstet Gynecol Scand 1995;74:30-2
- Pedersen J F et al. AJR Am J Roentgenol 1990;154:535-7
- Nagy S. Obstet Gynecol 2003;102:94-100
- Goldstein P et al. Br J Obstet Gynaecol 1989;96:265-74

terça-feira, 11 de março de 2014

VACINA CONTRA H.P.V. PODE TER GRAVES EFEITOS COLATERAIS E ATÉ CAUSAR A MORTE

    O câncer de colo uterino associado ao H.P.V. (papilomavírus humano), apesar de, no Brasil, ainda apresentar uma incidência acima da média mundial, é considerado hoje pelas autoridades médicas mais um problema sócio-econômico do que uma epidemia fora de controle, isso tudo pelo simples fato dele ser o único tipo de câncer 100% evitável pelo exame de papanicolau (preventivo ginecológico), que é um exame rápido, barato e altamente acessível!
    
  Na verdade, o câncer de colo de útero não figura sequer entre as dez principais causa de óbitos por câncer no Brasil, nem entre vinte principais causa de óbito em geral! Segundo estatísticas do Ministério da Saúde, em 2010, a mortalidade por câncer de colo uterino no Brasil não chegou a 5.000 casos! Em contrapartida, nesse mesmo ano, tivemos cerca 222.916 óbitos por doenças cardiovasculares (infarto e A.V.C. ou derrame), 54.542 por diabetes mellitus e 34.410 por câncer de estômago, próstata e cólon (intestino). Mas o que essas doenças têm em comum? Simples, elas são diretamente relacionadas a obesidade, sedentarismo e maus hábitos alimentares (como consumo excessivo de carne e alimentos industrializados). Segundo as sociedades brasileira e americana de pediatria, meninas que na pré-adolescência (entre 9 e 13 anos) apresentem obesidade, têm risco extremamente elevado de desenvolver precocemente essas doenças citadas acima (antes dos 60 anos de idade) e morrer!
    
      Fica evidente que a obesidade infantil não só mata mais, como mata mais rápido que o câncer de colo e uma campanha para tratamento da obesidade na infância e adolescência (um gravíssimo problema de saúde pública em nosso país), além de muito mais barata que a vacina (foram gastos cerca de 1,1 bilhão de reais com a compra das vacinas e mais 15 milhões em campanhas de publicidade), teria um impacto na redução da mortalidade cerca de cinquenta vezes maior - Isso mesmo, CINQUENTA VEZES MAIOR! -, considerando meninas na mesma faixa etária!
  
   Como se isso não fosse suficiente, existem algumas informações sobre a vacina contra o H.P.V. que foram, digamos, "esquecidas" pelas autoridades governamentais, vamos a elas:

      Em primeiro lugar, segundo a bula da vacina fornecida pelo site oficial da empresa que a fabrica, não há nenhum estudo que comprove a eficácia da vacina em mulheres com vida sexual ativa que já tenham sido expostas ao H.P.V. em algum momento de suas vidas, ou seja, 8 em cada 10 mulheres da população brasileira sexualmente ativa! Segundo a mesma fonte, não há ainda evidência que a vacina seja mais eficaz que o exame de papanicolau na prevenção do câncer, e ainda mais, por ser um medicamento muito novo, ainda não há nenhum estudo que comprove redução real na taxa de câncer pelo seu uso!

    Em segundo lugar, ainda segundo a bula do medicamento, mesmo entre meninas que não tenham iniciado a vida sexual, a vacina não previne contra todos os tipos de HPV causadores de câncer e de verrugas genitais, portanto, mesmo estas, quando iniciarem sua vida sexual, devem continuar a fazer o exame preventivo (papanicolau)!

    Em terceiro lugar, além dos possíveis efeitos colaterais relatados no site da empresa fabricante da vacina (dor local, inchaço, sangramento, coceira, vermelhidão e febre), existem hoje em todo o mundo, vários sites sérios, de mulheres que se consideram lesadas por efeitos adversos muito graves associados ao uso. Nos Estados Unidos, por exemplo, onde a vacina é amplamente utilizada desde 2007, já foram movidas mais de 200 ações na justiça contra a empresa que fabrica o medicamento. Destas, cerca de 92 ainda estão pendentes e 49 já deram como ganho de causa a favor do paciente, totalizando 5.877.710, 87 de dólares em indenizações! Na Austrália também já existem várias a ações na justiça e em países como o Japão e a Índia, o governo suspendeu o uso da vacina devido a efeitos colaterais muito graves relatados pelos pacientes. Esses efeitos incluem:
- distúrbios visuais, incluindo perda temporária da visão;
- distúrbios neurológicos (encefalite complicada com paralisia)
- distúrbios reprodutivos (menopausa precoce com infertilidade permanente);
- doenças reumáticas e auto-imunes (artrite reumatoide, esclerose múltipla, Síndrome de Guillain-Barre e outras síndromes desmielinizantes)

Há também, cerca de 142 casos de morte e 870 de invalidez permanente relatados nos Estados Unidos ente 2007 e 2014 e atribuídos ao uso da vacina!

É claro que para ocorrerem casos tão raros, é preciso que milhões de pessoas tenham sido vacinadas, porém, você tentaria essa loteria com "sua" filha?

    Em quarto lugar, segundo a Dra. Diane Harper, uma das pesquisadoras responsáveis pela criação da vacina, ela (a vacina) é provavelmente mais prejudicial que o próprio vírus! As declarações foram feitas na 4 ª Conferência Pública Internacional sobre Vacinação, realizada em Reston, Virginia, no ano de 2009. Aqui no Brasil, muitos profissionais de respeito têm questionado a segurança da vacina, inclusive a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, na figura do seu presidente, se posicionou oficialmente contra a inclusão da vacina no calendário vacinal, enquanto não houverem estudos mais contundentes que demonstrem o benefício real com o uso da mesma! (Isso encontra-se publicado no site oficial da S.B.M.F.C.)

Como vocês podem perceber, a vacina contra o HPV ainda precisaria ser testada por pelo menos oito a dez anos, até que pudesse vir a ser utilizada em larga escala, porem não foi isso que aconteceu! Se já é considerado um absurdo o que se fazem com os ratos de laboratório, será que nossas filhas merecem ser "cobaias humanas"?

Pensem sobre tudo isso!


Dr. Renato Paula da Silva - médico especialista.

Algumas fontes confiáveis para uma pesquisa mais aprofundada sobre o tema:

- Sites de pacientes lesadas pelo uso da vacina:
http://truthaboutgardasil.org/
http://gaia-health.com/gaia-blog/2012-10-18/gardasil-destroys-girls-ovaries-it-should-have-been-predicted/
http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2010/04/17/time-for-the-truth-about-gardasil.aspx


A falência ovariana prematura de 3 anos após a menarca em uma menina de 16 anos de idade após a vacinação vírus do papiloma humano ,  BMJ Reports 2012, Deirdre Therese Little, Harvey Rodrick Grenville Ward, doi: 10.1136/bcr-2012-00687.









segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

OS RISCOS DO EXAME PERIÓDICO OU "EXAME DE ROTINA", ALIADO OU VILÃO ?

Esse tópico é muito interessante e muito importante, afinal de contas, todos os médicos (sem exceção) são entusiastar em enfatizar a importância dos exames de rotina! Mas por que justo eu, que também sou médico e trabalho exclusivamente na realização de exames, venho dizer exatamente o contrário?
Justamente por esse motivo! Sei o que passa nos bastidores, conheço o funcionamento dessa verdadeira indústria dos exames, onde os únicos beneficiados são os donos de hospitas, clínicas e operadoras de planos de saúde!
Os exames de rotina só seriam úteis para o diagnóstico de doenças ocultas e em fase inicial (como as pessoas "acham" que eles servem), se fossem solicitados seguindo rígidos critérios! Saibam que um exame que serve para "chico", não serve para "francisco"! 
O pior de tudo é que, além de não trazerem nenhum benefíco ao paciente, exames solicitados sem critério podem colocar sua saúde em risco, pelo seguintes motivos:
Todos os tipos de exame, desde os exames de laboratório, até os de imagem, como ultrassonografia (mesma coisa que ecografia), tomografia computadorizada, ressonância magnética e etc, podem apresentar resultados falso positivos e falso negativos! Falso positivo é quando o exame mostra a presença de uma doença (seja um tumor ou um simples cálculo, por exemplo) que simplesmente não existe! Falso negativo é o contrário, a doença está lá, mas o exame não consegue ver!
Se você acha que não corre esse risco, pois só faz exames nas melhores clínicas e laboratórios do país, saiba que está muito enganado, pois quanto mais avançado o exame e quanto mais moderno o aparelho, menores são as taxas de falso negativo (e isso é bom), porém muito maiores se tornam as taxas de falso positivo (e isso é muito bom para o dono da clínica, para o dono do hospital e para a operadora do plano de saúde, mas é péssimo para você), e não sou eu quem digo isso não, acreditem, são os próprios fabricantes desses aparelhos!
Sendo assim, se azer exames em locais conceituados não resolve o problema, mas o que resolve?
Simples, procurar médicos sérios e criteriosos, que antes de solicitar qualquer exame saibam fazer uma consulta detalhada, não conversando sobre moda ou futebol com o paciente, mas sim perguntando sobre absolutamente tudo relacionado à saúde de seu paciente, desde a sua infância até a idade adulta, sobre todas as doenças pregessas e atuais, cirurgias, internações, tratamentos etc... 
Além disso tudo, fazendo um exame físico detalhado: auscultando, olhando, examinando, apalpando, enfim, tudo que todo médico deveria fazer sempre, mas a maioria não faz nunca!
A partir desse exame clínico detalhado, decidir então quantos e quais exames seriam necessários para cada tipo de paciente em especial, pois todos somos diferentes e possuímos susceptibilidades diferentes a cada tipo de doença ou mal. Para pedir tudo, sempre e para todo mundo, não precisava nem ser médico, ou melhor, nem ter curso superior!
Gestos simples e básicos como esses, poderiam reduzir a quantidade assustadora de cirurgias desnecessárias, como cirurgias de nódulos mamários que simplesmente não existem, cistos de ovário imaginários, cálculos renais tão reais quanto o papai noel, "tumores fantasmas" e etc... 
Não é possível que você, paciente, seja ingênuo ao ponto de achar que, diante de uma situação dessas, o médico vai chegar para você após a cirurgia e dizer: 
"- Desculpe amigo, seu nódulo na verdade não existe, foi um erro de exame!"
Ele vai é arrancar esse nódulo, quer ele exista ou não, e você nunca vai saber a verdade (infelizmente é assim que acontece), pois a medicina possui "meios" de "mascarar" eses dados! (e como possui !) 
Portanto amigo, fuja desses médicos canastrões, de conversa agradável e que literalmente "reviram" você dos pés a cabeça, eles não sabem o que estão fazendo e certamente vão prejudicar muito a sua saúde!
Se você não mudar, os médicos não mudarão nunca! Pense nisso!

Dr. Renato Paula da Silva (médico especialista e titular pelo Colégio Brasileiro de Radiologia).


sábado, 1 de fevereiro de 2014

AS DEZ PRINCIPAIS MENTIRAS SOBRE O ALEITAMENTO MATERNO

1 -EXISTEM MULHERES QUE NÃO TÊM LEITE OU PRODUZEM POUCO LEITE.
Muitas mulheres tem essa queixa logo após o nascimento de seus bebês, e os pediatras muitas vezes por "preguiça" em dar uma orientação adequada ou por outros interesses escusos, preferem prescrever leite artificial, ao invés de dar orientações de como a mãe poderia produzir mais leite. Na realidade, as duas principais causas de pouca produção de leite materno logo após o nascimento do bebê são:
Cesárea agendada - além de um grande estudo realizado na Inglaterra já haver provado que a cesárea agendada aumenta o risco de desconforto respiratório no recém-nascido (o bebê nasce "cansadinho"), ela também está associada a uma demora maior para a "descida" do leite após o nascimento do bebê.
Pega incorreta - quando o bebê, devido a uma má orientação recebida pela mãe, não abocanha corretamente o mamilo. 











2 - EXISTE LEITE "FRACO".
Muitas vezes, a mãe fica trocando o bebê da mama direita para a esquerda a cada mamada, antes que ele consiga esvaziar completamente uma das mamas. A composição do leite materno muda de acordo com o grau de esvaziamento da mama, no início ele é rico em água e pobre em gordura e no final, quando a mama está quase vazia, ocorre o contrário, ele se torna rico em gordura e pobre em água. Se a mãe não deixa o bebê esvaziar toda a mama antes de trocar de mama, o bebê acaba perdendo esse leite rico em gordura, ficando com fome e tendo dificuldade em ganhar peso. Por esse motivo, é fundamental que a mãe só troque de mama após o bebê esvaziar a mama toda, mesmo que o bebê tenha que fazer grandes pausas até conseguir.

3 - COM AS NOVAS TECNOLOGIAS, O LEITE ARTIFICIAL E AS FÓRMULAS LÁCTEAS CONSEGUEM SUBSTITUIR O LEITE MATERNO, SEM PREJUÍZO PARA A CRIANÇA.
Essa é a maior mentira de todas, sem dúvida! Basta fazer uma pequena visita ao site da American Academy of Pediatrics e conferir o que estou afirmando. Do ponto de vista simplesmente da composição nutricional do leite, as diferenças não são tão evidentes. Mas os benefícios do leite materno vão muito além disso. Alguns dos principais componentes do leite materno, como os anticorpos por exemplo, não têm substitutos à altura, mesmo que a criança tome todas as vacinas! Além disso, cada leite (de cada mãe) tem uma composição diferente, de acordo com os hábitos alimentares dela e isso influencia no hábito alimentar da criança até a idade adulta! Pediatras que não defendem veemente o aleitamento, certamente andam ganhando "presentinhos" demais dos representantes dos fabricantes de fórmulas lácteas, que visitam todos os meses, todos os pediatras (confirme essa informação com o seu pediatra ou simplesmente observe no consultório dele objetos decorativos ou de uso pessoal que contenham o nome dos fabricantes das fórmulas).

4 - MEU BEBÊ TEM ALERGIA AO LEITE MATERNO.
Não há possibilidade de um recém-nascido desenvolver alergia a qualquer coisa que seja (já que o sistema imunológico deles ainda não é maduro o suficiente para isso), nem existe intolerância à lactose do leite materno. Apenas uma doença genética rara, chamada galactosemia, pode eventualmente contra-indicar o uso de leite materno para o bebê, porém a sua incidência fica entre 1 para 30.000 a 1 para 60.000 nascidos vivos, e é uma doença genética, com vários outros sintomas associados e sem cura, apenas controle. Só para se ter uma ideia, a probabilidade de acertar o primeiro prêmio da loteria federal é de 1 para 96.000; portanto, antes de achar que seu bebê acertou na loteria federal, procure saber se a fórmula que a pediatra lhe prescreveu, não é (por coincidência) da empresa que pagou sua última viagem de férias! Além do mais, é importante verificar, sempre que um bebê apresentar cólicas e diarreia com uso de leite materno, se o problema não está na alimentação da mãe, causa muito mais comum!

5 - AMAMENTAR DÓI, É DESCONFORTÁVEL E DEIXA O PEITO CAÍDO.
Três mentiras de uma só vez, são ditas junto com a mentira do item 6, quando se quer vender leite artificial a uma mãe! Realmente para as mães que não fizeram exercícios no mamilo durante a gravidez, as primeiras mamadas são desconfortáveis, porém, após um curto período de adaptação, a amamentação se torna prazerosa e muito gratificante, estabelecendo um vínculo indissolúvel entre a mãe e o bebê. A falta de atividade física, cirurgias muito precoces (mamoplastia e colocação de prótese de silicone em mulheres muito jovens) são as principais causas de flacidez precoce; e não a amamentação! Não se pode deixar de citar os fatores genéticos, às vezes implacáveis com a mãe, porém a amamentação sempre leva a culpa!

6 - MAMILOS PLANOS OU INVERTIDOS CONTRA-INDICAM A AMAMENTAÇÃO.
Nunca! Existem exercícios simples, que devem ser orientados pelo obstetra desde o pré-natal, mas que também funcionam mesmo que o bebê já tenha nascido. Não deixe isso ser desculpa, pois preço a ser pago não vale a pena.



7 - A COLOCAÇÃO DE PRÓTESE DE SILICONE NÃO ATRAPALHA A AMAMENTAÇÃO.
Parcialmente mentira! A depender do tamanho da prótese, do tipo de cirurgia e da sua localização pode atrapalhar sim, e muito! Mas é importante salientar que mesmo mães que tenham prótese, devem amamentar seus bebês, superando qualquer dificuldade, o que será motivo de orgulho para ela no presente e no futuro! Os benefícios compensam o sacrifício!

8 - BICOS, CHUPETAS E MAMADEIRAS NÃO SÃO PREJUDICIAIS.
Claro que são, as mamadeiras e os bicos são a principal causa de insucesso observado na amamentação, nos dias atuais! Além disso, todos eles aumentam a chance de defeitos nos dentes e aumentam a necessidade de uso do aparelhos ortodônticos!

9 - BEBÊS QUE MAMAM AO PEITO DEVEM TOMAR CHÁS, SUCOS, ÁGUA E VITAMINAS ANTES DOS SEIS MESES DE VIDA.
Não só não devem, como não podem, pois prejudicam a amamentação e fazem mal à criança!


10 - AMAMENTAÇÃO NOS DIAS DE HOJE, É UMA ESCOLHA DA MÃE.
Não é o que dizem os maiores especialistas na área, tando da American Academy of Pediatrics, como da S.B.P. (Sociedade Brasileira de Pediatria), já existem evidências científicas suficientes para afirmar que, além dos evidentes benefícios para a mãe, amamentar é uma obrigação! Ela reflete na inteligência, capacidade de socialização, hábitos alimentares e imunidade ativa e passiva da criança! Além disso, também afirmado por essas mesmas sociedades, bebês que usam leite artificial e fórmulas lácteas, possuem maior propensão ao desenvolvimento de várias doenças, dentre as quais, já existe comprovação científica para as seguintes:
- diarréias;
- bacteremia;
- meningite bacteriana;
- infecções respiratórias;
- otite média;
botulismo;
- infecção urinária;
- enterocolite necrotizante;
- síndrome da morte súbita;
- diabetes mellitus insulino-dependente;
- doença de Crohn;
- linfoma;
- retocolite ulcerativa e outras doenças digestivas crônicas;
- doenças alérgicas (asma, ectopia, chiado).



ALÉM DE TUDO ISSO, A AMAMENTAÇÃO:

- DIMINUI O RISCO RELATIVO DE CÂNCER DE MAMA (já comprovado por grandes ensaios clínicos);

- DIMINUI (E MUITO) O RISCO DE OBESIDADE INFANTIL, QUE ESTÁ COMPROVADAMENTE ASSOCIADA A DOENÇAS COMO CÂNCER, INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO E DERRAME CEREBRAL (AVC);

- DIMINUI NECESSIDADE DE USO DE REMÉDIOS E COMPLEMENTOS ALIMENTARES DESDE OS PRIMEIROS DIAS DE VIDA DO BEBÊ;

- AUMENTA A INTIMIDADE ENTRE A MÃE E O BEBÊ;

- É MUITO MAIS BARATA;

- OFERECE MENOS RISCO DE CONTAMINAÇÃO, POIS DISPENSA NECESSIDADE DE FERVER OS MATERIAIS (BICOS, CHUPETAS, ETC).





PENSE BEM, VALE A PENA SEGURAR A CULPA?









Dr. Renato Paula da Silva - especialista.


Referências bibliográficas:
- Rea, M.F. A amamentação e o uso do leite humano: o que recomenda a Academia Americana de Pediatria.  Pediatr (Rio J) 1998;74(3):171-2
Victora CG & cols. Evidence for protection by breastfeeding against infant deaths from infectious diseases in Brazil. The Lancet 1987; 2:319-322.
- Feachem RG, Koblinsky MA. Interventions for the control of diarrhoea diseases among young children: promotion of breastfeeding. Bulletin of the WHO 1984; 62:271-291.
- de Zoysa I, Rea M , Martines, J. Por que promover a amamentação nos programas de controle de diarréia? Rev Nutr PUCCAMP 1995; 8:101-124.
BEMFAM/ DHS. Brasil: Pesquisa Nacional sobre Demografia e Saúde, 1996. Março, 1997.
- WHO/UNICEF. Breastfeeding and maternal medication: recommendations for drugs in the 8th WHO Model List of Essential Drugs. Publ.WHO/CDR, 1995.
-WHO. Diarrhoea Diseases Control Programme. CDD Update nº 9, Aug. 1991. WHO, Geneva.
- Martines JC, Rea MF, de Zoysa I. Breastfeeding in the first 6 months: no need for extra fluids. Brit Med J 1993; 304: 1068-69.
- OMS. Proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno: o papel especial dos serviços materno-infantis. Genebra, 1989.
- WHO. International Code of Marketing of Breastmilk Substitutes. WHO, Geneva, 1981.
- INAN/ Ministério da Saúde. Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes. Brasília, 1988. Revista como Resolução do CNS/31/92 de 12/10/1992.

sexta-feira, 15 de março de 2013

OS MÉDICOS DA ATUALIDADE E SEUS EXAMES INÚTEIS

Quem tem mais de 30 ou 40 anos talvez se lembre dos médicos de antigamente, pessoas de respeito e caráter inabalável, que tinham como armas apenas a boa vontade e no máximo um estetoscópio e um tensiômetro, mas acertavam muito mais os seus diagnósticos que os médicos de hoje, que são armados das mais incríveis ferramentas tecnológicas!
Vamos aos fatos: Antigamente a medicina se baseava em duas coisas fundamentais, chamadas anamnese e exame físico. A anamnese consistia na conversa com o paciente, não um simples bate-papo informal, mas uma conversa direcionada, que indagava sobra a história de vida daquela pessoa, doenças pregressas e sintomas relacionados com a queixa atual. O exame físico, sempre completo, incluía uma boa olhada no paciente como um todo, do fio de cabelo, às pontas dos pés. A partir desses dados o médico já construía sua hipótese diagnóstica, e para confirma-la solicitava, ou não, os chamados "exames complementares" (exames de sangue, raio X, ultrassonografia, tomografia, etc...), mas apenas o mínimo necessário para ajuda-lo a confirmar a sua suspeita.
Mas como acontece hoje?
anamnese e o exame físico desapareceram por completo, e para compensa-los, surgiram centenas de "exames complementares"! Os ditos "exames complementares" foram criados com o propósito de ajudar o médico com sua suspeita, após o mesmo ter realizado a anamnese e o exame físico, sem esses dois primeiros, qualquer exame complementar (Seja a mais avançada tomografia ou ressonância na melhor clínica do país ou seja um simples exame de sangue) se torna extremamente falho, isso ocorre devido às grande possibilidade de falso positivo que esses exames passam a apresentar nessas situações.
Mas o que é "falso positivo" ?
Qualquer pessoa já ouviu sobre exames que deixaram de ver uma doença existente, esse é o falso negativo
Falso positivo, ao contrário, é quando um exame vê uma doença que não existe, ou seja, "inventa" uma doença! As pessoas comuns não têm ideia de como resultados falsos são comuns em nosso dia a dia. 
Por isso os exames são chamados "complementares", pois eles servem apenas para confirmar o que o médico já tem quase certeza; quando são usados sem critério (como acontece hoje em dia) acabam "inventando" doenças que simplesmente não existem!
A culpa não é do exame, mas do médico que pediu, pois pressupõe-se que o médico só queria confirmar uma suspeita e não que o exame fizesse todo o trabalho! Agora imagine milhares de pessoas todos os dias usando milhares de remédios para doenças que foram simplesmente inventadas, fazendo mal ao seu organismo e causando outras doenças, numa bola de neve gigantesca, que movimenta a já chamada por mim, "máfia de branco"
Essa é a realidade da medicina em nosso país, muda-la só depende de nós!

Dr. Renato Paula da Silva (médico especialista e membro titular do Colégio Brasileiro de Radiologia).

sábado, 9 de março de 2013

A MÁFIA DE BRANCO

Apesar de não parecer, devido ao título, não tenho por objetivo falar mal dos médicos, mas ao contrário, defende-los! Defender os bons profissionais e tornar evidente a má prática da medicina é um objetivo que venho perseguindo desde que formei em medicina, no ano 2000! Hoje em dia, determinadas verdades sobra a medicina acabam passando despercebidas ante ao turbilhão de informações em que vivemos no mundo moderno.
Desde a revolução industrial no início do século passado, o mundo passou por uma transformação ideológica, baseada exclusivamente na valorização do capital. Essa atitude, nas mais variadas áreas de atuação, trouxe avanços que melhoraram significativamente a qualidade de vida das pessoas! Na medicina porém, essa excessiva
mercantilização infelizmente produziu efeito contrário e ao invés de melhorar o atendimento médico, vem condenando às pessoas a adoecerem e sofrerem mais, num processo contínuo que vem se acentuando a cada dia.
O problema é que no caso da medicina, o produto que é vendido é a doença. O médico hoje virou um homem de negócios que lucra com as doenças, e nenhum homem de negócios que se preze quer ver seu negócio ir mal ou falir, ou seja, quer ver pessoas saudáveis! Em sendo assim, a máquina que movimenta a medicina atual: planos de saúde, hospitais, clínicas, laboratórios, indústrias farmacêuticas  eprincipalmente os médicos, trabalham exclusivamente em prol de aumentar a quantidade de doenças e doentes, aumentando assim o consumo de remédios, os gastos com exames e procedimentos desnecessários e os gastos hospitalares, o que movimenta uma gigantesca "máfia" de lucro fácil e garantido! A população por sua vez, que julga estar recebendo o "melhor" tratamento,  é vítima de uma medicina que engana e adoece.
Combater essa verdadeira "máfia" não é tarefa fácil, até porque os maiores interessados no assunto (os pacientes) não têm muita noção do que realmente acontece nos bastidores, e para falar a verdade, muitas vezes não parecem muito interessados em saber. Porém, acredito que esse verdadeiro "sono profundo" em que se encontram os pacientes não irá durar eternamente, e basta uma pequena fagulha para detonar o estopim de uma verdadeira revolução na medicina moderna, no intuito de prestarmos uma assistência realmente de qualidade, onde as pessoas precisem muito menos de médicos do que precisam hoje e vivam com muito mais saúde, por muitos e muitos anos.

Dr. Renato Paula da Silva - médico especialista / membro titular do Colégio Brasileiro de Radiologia e preceptor do Hospital Universitário de Brasília (H.U.B.)

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